Sustentabilidade
- Rafaella Mello

- há 3 dias
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A ideia de sustentabilidade se origina em 1987 no relatório “Nosso Futuro Comum” (Relatório Brundland) das Nações Unidas (ONU). Este conceito se refere à noção de que é preciso suprir as “necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades” (ONU, 1987). Esta conceituação está estritamente ligada às questões ambientais, relacionada à preservação da natureza e de seus ecossistemas, para garantir um futuro equitativo para as gerações futuras.
O desenvolvimento de maneira sustentável requer transformação dos hábitos atuais de consumo e produção, considerando que os recursos são finitos e os limites planetários estão levando a uma crise social e ambiental (CEBDS, 2026). Nesse sentido, é preciso pensar em um modelo que seja possível considerar os limites do crescimento, através do equilíbrio entre a busca de melhores condições de vida com o imperativo da preservação ambiental (Jacobi, 1999).
Uma das estratégias para esta mudança em direção a hábitos é a ideia dos três erres (3 Rs): reduzir, reutilizar e reciclar os recursos e materiais utilizados. Esta noção foi complementada por outros imperativos, “como redistribuir os benefícios, rejeitar o consumismo, respeitar todos os seres e reflorestar o mais possível” (Boff, 2017).
Além disso, vários compromissos e práticas estão sendo adotados por diversos atores. Empresas e instituições financeiras do setor privado têm adotado linguagens focadas na responsabilidade social e no vocabulário ESG (Environmental, Social, and Governance, em inglês), que se refere ao conjunto de padrões e diretrizes para orientar o comportamento das empresas em direção a práticas sustentáveis (Cambridge Dictionary, 2026).
Outro exemplo são os (ODS), que representam uma iniciativa global voltada para uma tarefa comum que reúne variados atores em direção à um mundo mais sustentável. Entretanto, é importante salientar que a Agenda 2030 não é uma declaração vinculante, pois se trata de uma adesão voluntária e não gera sanções do ponto de vista do direito internacional público.
No entanto, além de compreender estratégias para continuar o processo de acumulação e (re)produção (ver Marxismo e Abordagens Feministas), a noção de sustentabilidade “implica uma necessária inter-relação entre justiça social, qualidade de vida, equilíbrio ambiental e a necessidade de desenvolvimento com capacidade de suporte” (Jacobi, 1999). Portanto, é preciso abordar também a noção de inclusão, igualdade e justiça ecológica, com fins a atender as necessidades de todas as pessoas (Boff, 2017), que, no entanto, não deixa de ser uma abordagem antropocêntrica, centrada na superioridade da figura humana sobre a natureza.
Referências:
Boff, Leonardo. Sustentabilidade: o que é - o que não é. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
Cambridge Dictionary, 2026 - https://dictionary.cambridge.org/dictionary/english/esg
CEBDS. Desenvolvimento Sustentável: o que é e objetivos, 2026. https://cebds.org/desenvolvimento-sustentavel-o-que-e-e-objetivos/
Jacobi, Pedro. Meio ambiente e sustentabilidade. O Município no século XXI: cenários e perspectivas. Cepam–Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal, 1999.
ONU. Relatório Brundland - Report of the World Commission on Environment and Development, 1987. https://digitallibrary.un.org/record/139811?v=pdf#files

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