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Expropriation

Michael Scipioni
24 de jul.
5 min de leitura

Atualizado: 23 de set.

In Critical Development Studies, expropriation is most succinctly understood as the process of separating the class of peasants or commoners from the land. Expropriation exists as a central mechanism for the expansion of capitalism, particularly in the Global South, where primitive accumulation, dispossession, and land seizures take up primary positions in the enforcement of economic structure¹. This dispossession occurs through both legal means and violent evictions². Expropriation as a critical term of political economy finds its roots in the use of the term by Karl Marx³. Expropriation plays a crucial role in the metabolic rift between human societies and the natural ecosystem, where the cycle of material exchange between society and nature is disrupted by expanding production and exploitation of the land⁴⁵.


Primitive accumulation, or what Marx suggested could also be called “original expropriation” is the process of dispossessing and displacing the common ownership of the land. This process concentrates the land⁶ and wealth into the hands of an emerging bourgeoisie, who are able to take advantage of the labor of the proletariat, who emerge from the displaced peasantry⁷. Marx also argues that the proletarian revolution will be characterized by the “expropriation of the expropriators”, meaning that the working class will “take back” the means of production from the ruling class and turn them into instruments of free and associated labour⁸.


Expropriation, and primitive accumulation, are not just historical stages of capitalist development⁹¹⁰. Expropriation is an ongoing feature of the global capitalist system, expressed in neoliberal policies and free-trade agreements, imperialist coercion, and IMF-backed debt repayment measures¹¹. In the global capitalist system, expropriation appears most in the poorest areas in the imperial core, as well as in the “periphery” of the system¹². In the imperial core “speculative expropriation” is used to attach the white and settler proletariat to the land through debt, which creates further incentives for settler classes to displace Indigenous people and enforce colonial and racial hierarchies¹³. More generally, expropriation can be seen in the seizure of private property through eminent domain, where the state expropriates land for resources, or economic and corporate development. Particularly in the Global South, expropriation is expressed in the seizure of land for mining or agricultural companies, dispossessing and displacing Indigenous Peoples and Traditional Communities¹⁴. Additionally, it has been theorized that traditions of knowledge may also be subject to such dispossession through the concept of epistemic expropriation, highlighting how knowledge produced in the Global South is decontextualized and depoliticized by scholars from the Global North¹⁵.



¹ Veltmeyer and Delgado Wise, Critical Development Studies, 71.

² Marx et al., Capital, chap. 28.

³ Marx et al., Capital, chaps. 26–28.

⁴ Marx et al., Capital, Machinery and Large-Scale Industry.

⁵ Foster, “Marx’s Theory of Metabolic Rift.”

⁶ Marx et al., Capital, 875.

⁷ Marini et al., The Dialectics of Dependency.

⁸ Marx et al., Capital, 929–30.

⁹ Veltmeyer and Bowles, The Essential Guide to Critical Development Studies, 103.

¹⁰ Luxemburg, The Accumulation of Capital, Epilogue.

¹¹ Roberts, “What Was Primitive Accumulation?”

¹² Harvey, The New Imperialism.

¹³ Wapeemukwa, “Speculative Expropriation.”

¹⁴ Marini et al., The Dialectics of Dependency, 186.

¹⁵ Halvorsen, “Cartographies of Epistemic Expropriation.”


References:


Foster, John Bellamy. “Marx’s Theory of Metabolic Rift: Classical Foundations for Environmental Sociology.” American Journal of Sociology 105, no. 2 (1999): 366–405.



Halvorsen, Sam. “Cartographies of Epistemic Expropriation: Critical Reflections on Learning from the South.” Geoforum 95 (October 2018): 11–20. https://doi.org/10.1016/j.geoforum.2018.06.018.


Harvey, David. The New Imperialism. Oxford University Press, Incorporated, 2003.



Luxemburg, Rosa. The Accumulation of Capital. Routledge, 2003


Marini, Ruy Mauro, Amanda Latimer, and Jaime Osorio. The Dialectics of Dependency. Monthly Review Press, 2022.


Marx, Karl, Ben Fowkes, David Fernbach, Friedrich Engels, Ernest Mandel, and Karl Marx. Capital: A Critique of Political Economy; v.1. Penguin Classics. Penguin Books in association with New Left Review, 1990.


Roberts, William Clare. “What Was Primitive Accumulation? Reconstructing the Origin of a Critical Concept.” European Journal of Political Theory 19, no. 4 (2020): 532–52.



Veltmeyer, Henry, and Paul Bowles. The Essential Guide to Critical Development Studies. Second edition. Routledge Critical Development Studies 12. Routledge, 2022.


Veltmeyer, Henry, and Raúl Delgado Wise. Critical Development Studies: An Introduction. Critical Development Studies 1. Fernwood Publishing, 2018.


Wapeemukwa, Wayne. “Speculative Expropriation.” Political Theory 54, no. 2 (2026): 179–207. https://doi.org/10.1177/00905917251398813.



PT


Nas Abordagens Críticas ao Desenvolvimento, a expropriação é compreendida, de forma mais sintética, como o processo de separação da classe camponesa ou dos comuneiros em relação à terra. A expropriação constitui um mecanismo central para a expansão do capitalismo, particularmente no Sul Global, onde a acumulação primitiva, o despojamento e a tomada de terras ocupam posições primordiais na imposição da estrutura econômica. Esse despojamento ocorre tanto por meios legais quanto por meio de despejos violentos. A expropriação, enquanto termo crítico da economia política, encontra suas raízes no uso feito por Karl Marx. A expropriação desempenha papel crucial na fratura metabólica entre as sociedades humanas e o ecossistema natural, na qual o ciclo de troca material entre sociedade e natureza é rompido pela expansão da produção e da exploração da terra.


A acumulação primitiva, ou o que Marx sugeriu que também poderia ser chamado de "expropriação original", é o processo de despojar e deslocar a propriedade comum da terra. Esse processo concentra a terra e a riqueza nas mãos de uma burguesia emergente, capaz de se beneficiar do trabalho do proletariado, que surge do campesinato deslocado. Marx também argumenta que a revolução proletária será caracterizada pela "expropriação dos expropriadores", ou seja, a classe trabalhadora "reaverá" os meios de produção da classe dominante e os transformará em instrumentos de trabalho livre e associado.


A expropriação e a acumulação primitiva não são apenas estágios históricos do desenvolvimento capitalista. A expropriação é uma característica contínua do sistema capitalista global, expressa em políticas neoliberais e acordos de livre comércio, na coerção imperialista e em medidas de pagamento de dívida respaldadas pelo FMI. No sistema capitalista global, a expropriação se manifesta sobretudo nas áreas mais pobres do centro imperial, bem como na "periferia" do sistema. No centro imperial, a "expropriação especulativa" é utilizada para atrelar o proletariado branco e colono à terra por meio do endividamento, o que cria incentivos adicionais para que as classes colonas desloquem os povos indígenas e reforcem hierarquias coloniais e raciais. De forma mais geral, a expropriação pode ser observada na tomada de propriedade privada por meio do instituto de desapropriação (eminent domain), no qual o Estado expropria terras para exploração de recursos ou para o desenvolvimento econômico e empresarial. Particularmente no Sul Global, a expropriação se expressa na tomada de terras para empresas de mineração ou agropecuárias, despojando e deslocando Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. Além disso, teorizou-se que tradições de conhecimento também podem estar sujeitas a esse tipo de despojamento, por meio do conceito de expropriação epistêmica, que evidencia como o conhecimento produzido no Sul Global é descontextualizado e despolitizado por pesquisadores do Norte Global.



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