Labor
- Hannah Gignoux
- há 3 horas
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Labor is how human beings change and shape nature. For John Locke, the mixing of labor with the earth is the key to justifying private property (Locke 1980; Vaughn 1978). For Classical and Marxist Political Economy, labor is central to understanding how value is created in a market society (Smith 2000; Ricardo 1996; Marx 1977). Nevertheless, to the extent that labor is taken up by traditional development studies, it is either related to Adam Smith’s use of the division of labor to distinguish between different stages of development or treats labor as an input or “factor of production” (Smith 2000; Rostow 1991; Samuelson and Nordhaus 2010; Veltmeyer and Bowles 2022). Critical development studies critiques these traditional frameworks and often follows Marxist approaches to consider labor as a historically and politically contested social relation which governs and structures our lives (Marx 1977; McMichael and Weber 2026). These approaches highlight the capital labor relation, class struggle, and the continued legacies of colonialism in the creation of unequal development in the world system.
While traditional approaches to development imagine that the path for developing countries is to prioritize capital accumulation, usually in liberalizing the market and the state, critical development studies casts doubt on the effects this has on labor (Selwyn 2022). Critical development approaches highlight the way that endless capital accumulation creates a top-down approach where labor is always dominated by the imperatives of capital, which remains obfuscated by labor’s minor role in development theory. By centering labor, critical Development Approaches allow for an alternative view of political economy where wealth generation might be tailored to the needs of labor as a class rather than as an input (Selwyn 2022).
These critical insights are developed further in world systems theory, dependency theory, and social reproduction theory. World systems and dependency theory highlights that ‘underdevelopment’ in the third world is a direct product of an unequal world system and the necessary outcome of the capitalist division of labor, while social reproduction emphasizes the crucial role of unpaid domestic work which allows the laborer to reproduce themselves as labor for the capitalist (Stavrianos 1981; Amin 2010; Marini et al. 2022; Frank 2009; Wallerstein 2004; Federici 2004; Fraser, n.d.). In sum, critical development studies treat labor as a central component to understanding wealth generation, social relations, and development in the capitalist world system.
PT
O trabalho é a forma pela qual os seres humanos transformam e moldam a natureza. Para John Locke, a mistura do trabalho com a terra é a chave para justificar a propriedade privada (Locke 1980; Vaughn 1978). Para a Economia Política Clássica e Marxista, o trabalho é central para compreender como o valor é criado em uma sociedade de mercado (Smith 2000; Ricardo 1996; Marx 1977). Contudo, na medida em que o trabalho é abordado pelos estudos tradicionais de desenvolvimento, ele é ou relacionado ao uso que Adam Smith faz da divisão do trabalho para distinguir diferentes estágios de desenvolvimento, ou tratado como um insumo ou "fator de produção" (Smith 2000; Rostow 1991; Samuelson e Nordhaus 2010; Veltmeyer e Bowles 2022). Os estudos críticos de desenvolvimento questionam esses referenciais tradicionais e frequentemente seguem abordagens marxistas para considerar o trabalho como uma relação social histórica e politicamente disputada, que rege e estrutura nossas vidas (Marx 1977; McMichael e Weber 2026). Essas abordagens destacam a relação capital-trabalho, a luta de classes e os legados persistentes do colonialismo na criação do desenvolvimento desigual no sistema mundial.
Enquanto as abordagens tradicionais de desenvolvimento imaginam que o caminho para os países em desenvolvimento é priorizar a acumulação de capital, geralmente por meio da liberalização do mercado e do Estado, os estudos críticos de desenvolvimento lançam dúvidas sobre os efeitos que isso tem sobre o trabalho (Selwyn 2022). As abordagens críticas de desenvolvimento evidenciam a forma como a acumulação infinita de capital cria uma lógica de cima para baixo, na qual o trabalho está sempre dominado pelos imperativos do capital, algo que permanece obscurecido pelo papel secundário atribuído ao trabalho na teoria do desenvolvimento. Ao centralizar o trabalho, as Abordagens Críticas de Desenvolvimento permitem uma visão alternativa da economia política, na qual a geração de riqueza poderia ser orientada às necessidades do trabalho enquanto classe, e não enquanto insumo (Selwyn 2022).
Esses insights críticos são desenvolvidos com maior profundidade na teoria dos sistemas-mundo, na teoria da dependência e na teoria da reprodução social. A teoria dos sistemas-mundo e a teoria da dependência evidenciam que o "subdesenvolvimento" no terceiro mundo é um produto direto de um sistema mundial desigual e o resultado necessário da divisão capitalista do trabalho, enquanto a reprodução social enfatiza o papel crucial do trabalho doméstico não remunerado, que permite ao trabalhador reproduzir-se enquanto força de trabalho para o capitalista (Stavrianos 1981; Amin 2010; Marini et al. 2022; Frank 2009; Wallerstein 2004; Federici 2004; Fraser, s.d.). Em suma, os estudos críticos de desenvolvimento tratam o trabalho como um componente central para a compreensão da geração de riqueza, das relações sociais e do desenvolvimento no sistema mundial capitalista.
Referências:
Amin, Samir. 2010. The Law of Worldwide Value. Monthly Review Press.
Federici, Silvia. 2004. Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation. Autonomedia.
Frank, André Gunder. 2009. Capitalism and Underdevelopment in Latin America: Historical Studies of Chile and Brazil. Monthly Review Press.
Fraser, Nancy. n.d. Behind Marx’s Hidden Abode. 18.
Locke, John. 1980. Second Treatise of Government. 1st ed. Edited by C. B. Macpherson. Hackett Pub. Co.
Marini, Ruy Mauro, Amanda Latimer, and Jaime Osorio. 2022. The Dialectics of Dependency. Monthly Review Press.
Marx, Karl. 1977. Capital: A Critique of Political Economy. Translated by Ben Fowkes. Vol. 1. Vintage Books.
McMichael, Philip, and Heloise Weber. 2026. Development and Social Change: A Global Perspective. Eighth edition. Sage.
Ricardo, David. 1996. Principles of Political Economy and Taxation. Prometheus Books.
Rostow, Walt W. 1991. The Stages of Economic Growth: A Non-Communist Manifesto. Third edition. Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/CBO9780511625824.
Samuelson, Paul Anthony, and William D. Nordhaus. 2010. Economics. 19. ed. The McGraw-Hill Series Economics. McGraw-Hill/Irwin.
Selwyn, Benjamin. 2022. “Labor and Development.” In The Essential Guide to Critical Development Studies, Second edition, edited by Henry Veltmeyer and Paul Bowles. Routledge Critical Development Studies 12. Routledge.
Smith, Adam. 2000. The Wealth of Nations. Edited by Edwin Cannan. Modern Library.
Stavrianos, Leften Stavros. 1981. Global Rift: The Third World Comes of Age. 1st ed. Morrow.
Vaughn, Karen I. 1978. “John Locke and the Labor Theory of Value.” Journal of Libertarian Studies 2 (4): 311–26.
Veltmeyer, Henry, and Paul Bowles. 2022. The Essential Guide to Critical Development Studies. Second edition. Routledge Critical Development Studies 12. Routledge.
Wallerstein, Immanuel Maurice. 2004. World-Systems Analysis: An Introduction. Duke University Press.

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